No Time To Bleed

"Cada um se vira como pode, arrancando as cascas das feridas que alcança."

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Cada qual que cuide do seu enterro, o impossível não há. Sete palmos de terra não vão me encarcerar. Vagueio ao sabor das ondas, num leito de espuma do mar. Nem no céu, nem no inferno, no mar é que eu vou morar. Esperando Manoela, no colo de Iemanjá. Tristeza não paga dívida, é ditado bem conhecido, só tem que chorar a morte quem morreu sem ter vivido. Podem guardar seu caixão pra melhor ocasião. Não vou me deixar prender em cova rasa no chão. Me enterro como entender, na hora que resolver. Nem quero choro, nem prece. Não quero vela, nem andor. Pode enfiar tudo isso no rabo do comendador!
Jorge Amado - Quincas Berro D’Água. (via trebienn)

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O amor jamais foi um sonho, o amor, eu bem sei, já provei, é um veneno medonho. É por isso que se há de entender que o amor não é ócio, e compreender que o amor não é um vício, o amor é sacrifício, o amor é sacerdócio.
Chico Buarque.  (via rockandsoda)

(Source: congestus, via p-r-i-m-a-v-e-r-i-z-a-r)

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E me pergunto: onde é que estão os seus sonhos? E balançando a cabeça, digo: como os anos voam depressa! E novamente me pergunto: mas o que você fez dos seus anos? Onde sepultou a sua melhor época? Você viveu ou não? Veja, digo a mim mesmo, veja como o mundo está ficando frio. Ainda passarão anos, e atrás deles virá a solidão sombria, virá a velhice trêmula com uma bengala, e atrás dela a tristeza e a melancolia. O seu mundo fantástico empalidecerá, os seus sonhos ficarão paralisados, sem vida e cairão como as folhas amarelas das árvores…
Dostoiévski - Noites Brancas (via balburdiar)

(Source: trebienn, via balburdiar)